Tiger Robocop

jan. 15

Superbad. É Hoje!

Superbad. É Hoje!

dez. 19

Review Tardio: FarCry 2

Finalmente pus as mãos na minha cópia de Far Cry 2. Acho que a febre da antecipação pelo lançamento da mais recente versão do jogo me fez querer jogar a próxima melhor coisa.

Eu sempre tive vontade de jogar os jogos da série Far Cry. Na época do primeiro jogo eu não tinha um pc que pudesse rodá-lo e nem sequer vi o jogo rodando. Quando saiu o 2, achei irado julgando pelos reviews que vi, normalmente pelo Gametrailers ou IGN.

Tendo jogado agora, 4 anos depois do lançamento, minhas impressões de início foram muito boas. Apesar de alguns aspectos gráficos serem um pouco datados, normal para alguns jogos com 4 anos de idade nessa atual geração, eu fiquei impressionado com a ambientação. As paisagens são maravilhosas, conjugadas com os ciclos de dia e noite e algumas chuvas eventuais. O som ambiente ajuda a complementar a imersão em um personagem (quase) solitário no meio de algum lugar na África.

Achei a jogabilidade bem razoável. Esquema de jogo de tiro, mira, atira. Tem um lance legal de tirar as balas dos ferimentos pra poder permitir que você recupere a energia com uma seringa. O personagem também é acometido por malária e de tempos em tempos tem que tomar uns comprimidos, que são escassos. Se algum carro é danificado você pode sair e abrir o capô pra dar aquela ajeitada. O carro tomou muitos tiros, batidas e tá saindo fumaça? É só levantar o capô, pegar a chave inglesa que está à mão e virar sempre o mesmo parafuso para reparar o carro. Ironias à parte, vejo isso como uma “licença poética” criada para dar mais dinâmica no jogo e, particularmente achei que funciona muito bem. Vejo muita gente sendo exigente demais com o nível de verossimilhança que uma determinada feature de jogo ou até mesmo algum detalhe de filme deve ter. Num jogo especialmente, acho esse tipo de coisa mais do que válido. Nos faz lembrar que aquilo é, de fato, um jogo, e nada mais.

Em FarCry 2, você basicamente tem um objetivo. Matar o Chacal, que é o cara que alimenta duas facções rivais com armas e munições pelo controle local. Você tem um mapa aberto para se deslocar. Pode-se consultar o mapa a qualquer momento, e mais uma vez o fator imersão age aqui. O personagem saca o mapa “de verdade” e você pode se locomover com o mapa aberto, o que é essencial dentro da dinâmica do jogo.

Ao se deslocar pelo mapa, você encontra uma série de missões secundárias, que podem fazer o jogo render muito, mas muito mais do que se você seguisse apenas pela missão principal. Essas missões podem habilitar novas armas e dar mais dinheiro que podem ser úteis na sua jornada.

Você basicamente ativa missões principais dentro de uma cidade em estado de cessar fogo, onde as duas facções rivais coexistem. Nessa cidade, o seu personagem anda com a arma abaixada e para entrar na base de uma facção você deixa todas as suas armas na porta, recuperando-as na saída. Se você disparar um tiro sequer ou até invadir uma área reservada, leva bala. 

Saindo da cidade, em vários cruzamentos dos caminhos tortuosos desse pedaço de terra na África estão postos de comando das milícias. Uma vez avistado, o tiro come. E é aí que as coisas começaram a me incomodar. Quando você ativa uma missão, normalmente o objetivo é muito, mas muuuuuito distante do ponto que você se encontra. Eu me sentia indo do Rio pra Manaus de carro pra poder fazer uma missão. E isso acontece quase sempre. Existem alguns pontos de ônibus escassos para você ir para locais distantes no mapa, mas eles não são nada suficientes. No trajeto para um objetivo, você passa por muitos postos de comando de milícia, o que significa confronto atrás de confronto.

Cada vez que você supera um posto de milícia, é recomendável salvar o jogo para seguir adiante pois se você morrer, tem que recomeçar do último ponto salvo, com exceção das vezes que você tem um personagem como aliado que te salva das enrascadas. Acontece que pra salvar, só nas Safe Houses disponíveis no mapa, que você habilita matando os guardas que tomam conta (normalmente dois), o que é molezinha. Muitas vezes você conquista um posto de comando mas a Safe House mais próxima está localizada num caminho que você já passou e você acaba tendo que ficar indo e vindo para ganhar território no mapa. Enfim, é um processo cansativo que poderia ser sanado permitindo que você salvasse o jogo a qualquer momento. Na Safe House você dorme numa cama para salvar. O seu personagem, cascudão boladão não poderia dormir no meio da savana africana? O cara já tá ferrado de malária mesmo não é?

Uma outra coisa que me incomodou foi a visão além do alcance dos inimigos, tanto pra te identificar e vir pra cima quanto para atirar. Os caras te acertam de longe até com uma 12. A gente sabe que a 12 é uma arma de combate a curta distância. Vou eu pegar a 12. Não acerto nem um elefante a mais de 2 metros de distância.

Por esses motivos e pelo meu tempo escasso, preferi deixar de lado e passar para um jogo que eu não me sinta tão tapeado com a encheção de linguiça para vender um jogo que suspostamente tem 50h de (repetitiva) gameplay.

dez. 11

O Grande Dragão Branco (Bloodsport).

O Grande Dragão Branco (Bloodsport).

dez. 10

Review Tardio - Assassin’s Creed 2

Mais um review tardio. Dessa vez do jogo Assassins Creed 2 da Ubisoft Montreal, lançado em 2010. Pude jogá-lo agora, com 2 anos de atraso. Até que não demorei tanto para os meus padrões.

O jogo apresenta uma boa evolução em relação ao primeiro jogo da série. Se no primeiro as pessoas reclamaram da repetitividade (eu não), nesse você tem uma série de side quests para se entreter e fazer seu jogo render o preço que você pagou por ele, caso você ache que só a campanha principal não seja o suficiente (pra mim é mais do que suficiente). Acho que um dia eu vou escrever um post apenas sobre a duração dos jogos e o que isso tem a ver com a qualidade do jogo em si. Pra mim particularmente são coisas completamente distintas, mas, seguindo em frente…

Você joga as memórias de um antepassado de Desmond Miles (um assassino moderno). Dessa vez, Ezio Auditore da Firenze (um assassino das antigas) mas isso você já sabe, então blá blá blá.

Os cenários da Itália renascentista são belíssimos, os gráficos são superiores ao primeiro jogo mas apresenta problemas de carregamento de objetos e texturas em alguns momentos quando você percorre as ruas de Firenze ou Veneza. A grande sacada foi misturar as aventuras de Ezio com acontecimentos e personagens históricos como Lorenzo de Médici, a família Bórgia, Nicolau Maquiavel e o grande Leonardo da Vinci.

A mecânica é simples. Você sobe numa torre, revela uma porção do mapa ao redor e dá um salto da fé. Eu particularmente vou em todos os view points que posso antes de tudo para ter todo o mapa revelado. O jogo sempre mostra claramente que objetivos você deve seguir na sua main quest e quais outras distrações estão disponíveis para você estender sua jogatina.

Tirando as side quests de Assassinato, que você tem um alvo e deve matá-lo de acordo com cada situação, outras não me interessaram tanto, como apostar corrida pelas ruas e telhados da cidade, por exemplo. Lá pro meio do jogo eu cansei das distrações e passei a encarar apenas as missões principais. De qualquer maneira, até nesse caminho, em alguns momentos parece que o jogo está te cozinhando só pra durar mais um pouco, mas no geral eu me diverti bastante com o jogo.

O esquema de batalha foi refinado e agora você conta com pontos de atributos nas armas e armadura que fazem diferença na hora de atacar, esquivar ou se defender, estimulando-o até a fazer algumas side quests para ganhar uma grana extra e comprar novos equipamentos.

Vale uma menção pela grande sacada e homenagem da Ubisoft Montreal à Nintendo, colocando no tio de Ezio o nome de Mario e fazendo-o apresentar-se da forma característica do encanador da Big N, com o famoso: “It´sa me! Mario!”. Eu achei isso sensacional.

Tendo jogado os dois primeiros e acompanhando os lançamentos seguintes, uma coisa me preocupa muito na série. Aonde ela vai parar?

No fundo, a história principal do jogo é a de Desmond Miles, queiramos ou não e, nessa segunda versão você até joga um pouco mais com ele, aprendendo as técnicas de Ezio através do tal de Bleeding Effect mas de qualquer maneira achei muito pouco. Você basicamente joga 20h do antepassado de Desmond para saber 5 minutos da vida dele. Eu vi que no Assassins Creed 3 tem um bocado de coisa do Desmond mas será que algum dia a Ubisoft vai ter a coragem de falar que o Desmond adquiriu conhecimento suficiente para seguir sua própria jornada? Um Assassins Creed moderno só com o Desmond? Cara, isso seria muito ousado! E eu acho que, apesar do dinheiro justificar sempre uma continuação, jogos de uma franquia tão boa não deveriam banalizar e ter um jogo anual como um jogo de esportes sem ter justificativa. Acho que a Ubisoft deveria pensar com carinho no futuro da série. 

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Review Tardio é especialmente trazido a você que, como nós, não tem o tempo ideal para jogar videogame assim como não tem a grana para ter o jogo na data de seu lançamento.

set. 25

Afinal, o que escolher? FIFA ou Pro Evolution Soccer?

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Nesse período entre junho~setembro é quando começam, de verdade, a surgir notícias dos dois jogos que rivalizam no mercado de games de futebol: FIFA e PES. Uns preferem o FIFA e outros o PES, e cada um mostra a qualidade do seu querido jogo, defendendo com unhas e dentes, àqueles que lhe disserem o contrário.

Pois bem, um tempo atrás foi lançado a demo do PES 2013 na PSN, baixei e joguei, mas não pude ter uma opinião formada, até porque, o seu maior rival e o que tem roubado diversos dos seus jogadores, o FIFA, ainda não tinha nenhuma demo jogável. Apenas imagens e vídeos falando sobre as inovações aplicadas e o que teria de melhoria no jogo.

Recentemente foi lançado o bendito demo do FIFA 13 na PSN. Baixei, joguei, mas em um primeiro momento eu fiquei tão frustrado que não pude reparar em diversas coisas, diversas melhorias que o jogo trouxe, pelo menos na demo.

Chega o fim de semana, e baixo as duas demos no PS3 da patroa. Instalados, agora sim eu vou poder fazer uma comparação de verdade. E olha, cada um tem seu lado positivo e seu lado negativo. Vou tentar ser o mais imparcial possível, mesmo sendo difícil para alguns entenderem.

Só para efeito de informação, a comparação entre os jogos foi feita jogando-os de forma intercalada. Jogava duas ou três partidas do FIFA, jogava mais duas ou três do PES, e isso foi feito algumas vezes, até realmente eu ter uma opinião formada. O Leo, também fez algo parecido, mas com menos intensidade e levantou alguns pontos dos jogos. Vou mesclar as informações dele com as minhas, para ver se conseguimos extrair algo que possa ser imparcial e útil.

Bom, primeiro alguns amigos dizem que o FIFA em TV de LED fica muito melhor. Eu não tenho uma TV de LED, a minha é uma LCD full HD e a da patroa também, então não posso opinar sobre isso. Outra coisa é que me disseram que o PES no XBOX é melhor do que o do PS3, o jogo é mais fluido. Enfim, ressalto que a minha opinião é baseada no demo disponível na PSN, e para o PS3. Ainda não tenho dindin suficiente pra ter os dois consoles. Mas quem quiser ajudar e contribuir com isso… ;)

Mas vamos ao que interessa, a análise dos jogos, só para lembrar que não é a versão final deles, e sim uma demo que pode sofrer alterações!

Uma das preocupações das pessoas geralmente é a jogabilidade e diversão que cada um pode trazer, tanto no PES quanto no FIFA vemos melhoras, desde o último jogo das séries PES2012 e FIFA12.

No PES, encontramos uma IA melhorada, movimentação dos jogadores melhor, armação de jogadas com comandos fáceis, um modo competitivo de jogo, divertido de se jogar. Porém, ainda encontramos alguns problemas, como animações malfeitas, gráficos fracos (de nível do PS2), sistema de replay muito ruim e lento, som ambiente do jogo ruim (parece que você está batendo um martelo na parede quando chuta a bola). Mas são pontos que não chegam a incomodar muito e atrapalhar pouco o jogo e a sua diversão, onde isso deve ser sempre o foco.

Mesmo tendo um jogo mais lento (e cadenciado) em relação ao FIFA, o PES consegue permitir bons momentos de diversão, boas jogadas com o comando de segurar o L2 para direcionar o passe. Isso pode fazer uma diferença muito grande na armação de jogadas. Os jogadores entendem a situação do jogo e criam espaços para que as jogadas sejam feitas. Pode parecer besteira, mas isso faz muita diferença!

Além disso, a barra de força do chute ajuda na hora de chutar, e não é tão difícil de fazer um gol de fora da área sem o tal “macete” do R1+chute (presente no FIFA). Jogadas de linha de fundo existem e é possível fazer gol de escanteio! Desenvolvedores, jogadas de bola parada também são do jogo! Inclusive, diversos times pequenos se baseiam nesse tipo de jogada para ganhar uma partida!

Uma pena que a engine seja tão fraca na parte gráfica. Por um momento teve uma partida onde o goleiro bateu um tiro de meta e a bola flutuando parecia uma de futebol americano, aquela oval, saca?

Os goleiros, ainda dão uns moles nas defesas fáceis, mas teve uma melhora considerável, parece que agora eles possuem uma inteligência para definir a melhor defesa a ser feita no momento, mas ainda possui ressalvas…

Os dribles, ah os dribles! Muitos usam, mas são fáceis de serem feitos, não tem complicações, você não precisa segurar o botão x, apertar o botão y e girar duas vezes pra trás o analógico z, e depois colocar para frente e para trás! Pois é, no PES isso é mais fácil. Bem mais fácil…

De um modo geral, é um jogo que diverte e mudando a velocidade, pode agradar até aqueles que estão acostumados com um jogo mais dinâmico.

Bom, dito isso, caímos no FIFA. Olha, como eu disse antes, eu tinha ficado totalmente desmotivado com o jogo, achei ele igual ao FIFA 12, mas depois de uma conversa com o Leo, parei pra analisar com mais cuidado e pude constatar algumas coisas bem interessantes.

Esse domínio de bola que muitos falam, realmente faz diferença no jogo e com a melhora do sistema de colisão, a movimentação parece mais real e não é qualquer choque do zagueiro com o atacante que vai jogá-lo no chão. Agora dependendo de seu atributo físico, ele consegue segurar o tranco e continuar carregando a bola. Mas será que só isso pode fazer uma diferença no jogo?

As animações estão impecáveis, a movimentação tem uma fluidez de dar inveja em muitos jogos de ação. Você não percebe (na maioria das vezes) a troca de animação de um passe, para corrida, para um chute. Tudo funciona muito bem e, algo que mesmo melhorado no PES, o FIFA ainda dá um banho é no departamento da animação. E outra coisa que no FIFA (xiitas do PES me perdoem) não tem nem como comparar são os gráficos. Simplesmente sem comentários. Jogando em uma TV menor, você não consegue perceber muita diferença, mas jogando em uma a partir de 32” a diferença gráfica é gritante. Os gráficos do FIFA 12 já eram muito bons, e parece que no 13 teve um refinamento ainda maior. O detalhes dos rostos, e as animações no replay chegam cada vez mais próximo do que vemos em uma transmissão oficial.

Voltando a falar do domínio de bola, você percebe a influencia dele quando você chuta uma bola. Dependendo da habilidade do jogador, uma simples corrida, com uma bola mal dominada e pouca potencia no chute faz com que a bola vá para a lateral! Isso aconteceu comigo algumas vezes! ;\

A IA da “máquina” melhorou muito, e onde no FIFA 12, sempre tinham aquelas jogadas manjadas, no 13 isso diminui, não perece tão robótico como no seu irmão mais velho. Uma coisa que eu havia me queixado era essa parte engessada do jogo. Mas no 13 isso diminuiu consideravelmente. A marcação ainda dá uns moles, fica mais competitivo o jogo, tanto você marcando quanto você no ataque. Quem sabe jogar futebol ou pelo menos tem uma noção, vai conseguir fazer boas jogadas, e não ficando muito limitado a somente algumas.

É bem verdade que você não tem a opção de escolha de direcionar o passe como no PES, e isso acaba restringindo em algumas jogadas, mas isso não chega a impactar muito no jogo. O que impacta e chega a irritar é que não existem jogadas de bola parada. Na verdade até existem, mas ter sucesso é quase impossível*. No PES você consegue fazer gol de falta, de escanteio, de bola parada. Já no FIFA, isso desmotiva e isso não foi melhorado, assim como jogadas aéreas. Você dificilmente consegue fazer um lançamento sem um jogador sozinho e quando consegue lançar, o marcador consegue tirar 99,9999% das bolas de cabeça. Tiro de meta batido por você? É melhor sair rasteiro, porque se for bola alta, dificilmente você consegue ganhar na cabeça, além do rebote ou as segundas bolas. Na maioria dos casos, você não consegue pegar, o que acaba dando mais uma chance para o outro time.

*Estou falando de pessoas que jogam algumas partidas e não passam o dia todo jogando.

É claro que existe o tal “macete” do R1+chute, mas isso, por incrível que pareça foi melhorado. Ainda existem muitas jogadas que acabam em gol, mas de 100% efetivas, agora elas passaram para 85%… Ah isso faz diferença, vai…

Os dribles são outro ponto fraco do jogo. Alguns dribles você consegue fazer, mas porque todos os jogadores conseguem fazer todos os dribles? Um ponto interessante que em conversa com o Leo foi o seguinte: Uma pequena comparação entre Neymar e Messi. Os dois são excelentes jogadores, mas o Neymar por exemplo é muito mais plástico nos seus dribles do que o Messi, que é mais objetivo, joga mais pra frente e não utiliza tantas firulas. Se no jogo está sendo criada essa distinção dos jogadores, porque isso não acontece na parte dos dribles? Não seria mais fácil criar um botão (QUALQUER UM) para o jogador dar dribles aleatórios? Você aperta o botão e ele dá o drible que ele consegue. Jogadores mais fracos dão apenas um corte, ou nem isso! Enquanto os mais habilidosos conseguem ter uma gama de dribles, sem precisar segurar o L2, apertar pra trás e pra frente seguida de uma meia lua no R3, isso dependendo da posição do jogador. Porque se ele estiver de lado, o movimento para esse drible é diferente.

O jogo mesmo com esses problemas conseguiu me divertir e me estressar menos do que a versão de 2012.

Ah sim eu já estava me esquecendo da tela dos menus. Será que é preciso realmente tecer comentário sobre isso? Enquanto que a do PES é objetiva e até com um design bem legal, a do FIFA, para quem não está acostumado, simplesmente é escrota demais. Confusa e parece que eles acham isso legal, mas não é. EA e seus desenvolvedores, essa tela inicial é uma bosta! Mudem essa porcaria, não é legal ficar batendo bola na tela de entrada. Esse minigame é tosco demais!

Enfim, escrevi uma bíblia, mas espero que tenha sanado alguma duvida que ainda tenha. No quesito diversão, em um primeiro momento, eu curti mais o PES, mas depois dessas partidas alternadas entre os jogos, acabei me adaptando melhor ao FIFA. Mas isso é questão de gosto.

Lembrando que os jogos analisados não estão em suas versões finais, são demonstrações e podem sofrer mudanças (mas 90% do jogo é aquilo ali).


Vale a pena testar e escolher o que lhe agrada mais. Eu ainda estou em dúvida. Enquanto isso, eu vou aprendendo a jogar os FPSs da vida…

set. 04

E no fim, traga o inferno para o jogador…

Isso me parece uma constante. Pelo menos na maioria dos jogos que eu tive oportunidade de jogar. As últimas fases apresentam uma dificuldade absurda que não condizem ou não são consistentes com o tom do restante do jogo.

Em muitos casos, não acontece da dificuldade ir subindo gradativamente, o que seria mais aceitável. Simplesmente, no final, o jogo tem que ser absurdamente difícil. Porra, eu cheguei tão longe, escolhi jogar no nível médio julgando os desafios moderados, certas partes mais difíceis, outras mais fáceis, mas curtindo o jogo. Eu sempre falo; eu jogo videogame pra me divertir, e não pra sofrer. Por isso dificilmente jogo no Hard, salvo algumas exceções.

Não é que eu não goste de desafios. Muito pelo contrário. Se o jogo for fácil eu perco o interesse muito rápido. Não consigo jogar jogos da série Lego, por exemplo, que você morre à vontade e não tem motivação para ir à frente. Jogos fáceis demais simplesmente não são estimulantes. O que eu não gosto é a sensação de estar jogando em um determinado nível de dificuldade e, no final, o jogo mudar pro Hard sem que eu tenha definido isso.

Em God of War, a dificuldade vai aumentando gradativamente mas ao mesmo tempo você faz upgrades em suas armas e poderes, o que muitas vezes, dependendo dos upgrades que você faz, no fundo, o jogo fique até mais fácil do que no começo.

Eu lembro que em Killzone do PS2, joguei o jogo na boa, com seu nível de desafios do jeito que eu gosto. Em várias partes eu morri algumas vezes antes de progredir no jogo mas, na última batalha eu fiquei mais de uma hora pra conseguir ter sucesso. A sensação que dá é que eu passei 60% do meu tempo jogando todo o jogo e 40% só pra passar da última fase.

Eu digo isso porque acabei de jogar Killzone 2 e simplesmente acontece a mesma coisa. Antes de enfrentar o Coronel Radec, tem duas batalhas contra os Helghast. Na primeira, o respawn deles é infinito e você tem que forçar sua entrada no palácio do Visari, o que faz muito sentido dentro do contexto do jogo pois isso faz com que você sue um pouco pra entrar numa fortaleza bem guardada.

Entrando no palácio, apesar de não haver respawn infinito dos Helghast, a quantidade e variedade é enorme então o tiro come solto e você tem que ficar esperto com os soldados de elite que vêm te desentocar (afinal, você tem que ficar entocado nessa parte se quiser ter alguma chance) e se você dá mole, morre bem rápido. Pra complementar, uns desgraçados de lança-foguete aparecem quando você acha que não poderia piorar.

Na hora, eu fiquei puto da vida com o aumento da dificuldade, mas depois de terminado, a sensação é de que você conseguiu superar esse últmo e mais difícil desafio antes de terminar o jogo.

Isso aconteceu numa das últimas batalhas no meio das ruínas a céu aberto em Uncharted: Drake´s Fortune. Eu lembro que foi perrengue total.

Esse foi apenas um desabafo. Não sei se os jogos deveriam ser assim ou não. Na hora eu xingo o jogo e os desenvolvedores responsáveis com todas as minhas forças. Depois que eu supero as dificuldades eu fico todo pimpão pelo meu feito.

ago. 16

Revelada a cinemática da nova expansão de World of Warcraft: Mist of Pandaria.

Blizzard divulgou agora pouco uma cinemática revelando a sua nova expansão para World of Warcraft: Mist of Pandaria.

Confira abaixo:

Lembrando que a expansão está prevista para ser lançada no dia 25/08/2012 e além de uma nova raça (Pandaren) e um novo continente (Pandaria) trará também:

Resta saber se com isso a Blizzard conseguirá trazer novos jogadores e manterá os atuais. O Mercado de MMO tem necessitado de novidades.

ago. 14

League of Legends próximo de fazer seu primeiro eSports no Brasil.

League of Legends

Segundo informado no site do League of Legends no Brasil, a Riot Games planeja criar no mês de setembro seu primeiro campeonato de LoL no país.

Ainda no site, é divulgada a premiação que deve girar em torno de $80,000! Então preparem-se e treinem muito!

Nas próximas semanas, a Riot Games deve divulgar mais informações a respeito do Campeonato.

ago. 03

Guild Wars 2: Informações sobre World vs World (WvW)

A Arenanet divulgou um vídeo com os membros da equipe informando como será o World vs World do Guild Wars 2.

Vale a pena dar uma conferida no sistema de combate e apreciar os belos gráficos do jogo:

Guild Wars 2 tem data de lançamento confirmada para o dia 28/08/2012, e quem fez Pré-Purchase  entra no jogo com 3 dias de antecedência.

(Fonte: youtube.com)

jul. 16

Onde está o seu Deus agora? Quando um jogo muda as regras e você tem que esquecer tudo o que aprendeu

SPOILER ALERT
Se você não jogou o jogo, não leia pois vai estragar uma bela experiência. Se você jogou ou simplesmente não se importa, vá em frente e comente o que achou.

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Uncharted Drake’s Fortune. Meu primeiro jogo no PS3. Que alegria! Finalmente comprei a caixa preta dos meus sonhos com um jogo mais do que consagrado. Na época já tinha saído a segunda iteração: Uncharted 2 - Among Thieves.

Quando comecei com o PS3, eu mal sabia da importância do cabo HDMI mas também não tinha uma TV de alta definição. Cheguei das Lojas Americanas feliz da vida, pluguei o cabo AV na minha TV de 21” e caí dentro. Fiquei maravilhado logo de cara, na introdução em que Nathan Drake e Helena são abordados por piratas em alto mar. Tudo isso em standard definition.

Quem jogou esse jogo sabe. Como muitos outros, conforme você avança, a dificuldade vai aumentando e os inimigos vão ficando cada vez mais casca grossa. Alguns aguentam um pente inteiro da sua Machine Gun e não morrem - e você por diversas vezes passa perrengue por escassez de munição. Se você não é o Headshot Master Of The Universe como eu, deve ter suado bastante em alguns momentos, especialmente quando a tela fica repleta inimigos.

Mas, contudo, o jogo (coisa linda de meu Deus) não deixa você completamente na mão. Além do nosso herói contar com um repertório razoável de movimentos e golpes quando a munição acaba, Nathan Drake pode sempre contar com o sistema de cobertura, se escondendo atrás de portas, caixas, muretas e afins. Na hora do sufoco você dá aquela escondida em algum canto e recupera as energias para voltar para a batalha. Claro, não é tão simples assim, os inimigos são uns ardilosos salafrários e vêm para desentocar você do abrigo. De qualquer maneira, é um bom recurso para dar aquele desafogo.

Lá pro final do jogo, você encontra os colonizadores espanhóis zumbificados e a única coisa que passa pela sua cabeça é “WTF? Fudeu! Onde está meu Deus agora?”. A forma de jogar muda completamente. Não adianta fugir, não adianta correr, os zumbis, bem ao estilo de um daqueles monstros de Doom, vêm aos montes e quanto mais preciso você for nos tiros, melhor pra você. Combate corpo a corpo está fora de questão. Eles te agarram e você deve sacudir o Six-Axis para sair das garras do asqueroso do capeta.

Eu lembro que pra mim foi um choque e tanto, um misto de surpresa, espantamento e satisfação pelos caras da Naughty Dog terem tido as bolas de mudar as coisas quase no final do jogo pra te dar uma sacaneada e fazer você, que a essa altura já estava se achando o bambambam, sair da sua zona de conforto.

Fico imaginando quem jogou o game no hard (sempre jogo no Medium/Normal, não gosto de sofrer) ou pior ainda, no miserável e inimaginável Crushing Mode. Vai ser masoquista na casa do caceta.

Esse tipo de design me fez lembrar um belíssimo e punitivo jogo dos bons tempos que todos amamos chamado Mega Man. Não bastasse você derrotar todos os chefes de fase, o que já era foda pra caralho à beça, você se deparava com uma fase que teria que derrotar todos novamente na sequência que desejasse. Isso é sacanagem ou não é? Fico imaginando outras crianças na época que, como eu, tiveram esse choque de realidade. Que eu me lembre bem, eu não fiquei nem um pouco feliz de ter que enfrentar todos os chefes de fase de novo mas por algum motivo obscuro a ser estudado futuramente, Mega Man e outros da mesma era se tornaram grandes clássicos, amados incondicionalmente.